Free read È Dual Author Sophia de Mello Breyner Andresen 102

Sophia de Mello Breyner Andresen à 2 Read

Free read È Dual Author Sophia de Mello Breyner Andresen 102 ☆ A presente edição de Dual integra se num novo plano de publicação da Obra Poética de Sophia de Mello Breyner Andresen Para além da fixação definitiva do texto a cargo de Luis Manuel Gaspar regressa se à edição autónoma de cada um dos livros de poA presente edição de Dual integra se num novo plano de publicação da Obra Poética de Sophia de Mello Breyner Andresen Para além da fixação definitiva do texto a cargo de. Mesmo ue me prometas a imortalidade voltarei para casaOnde estão as coisas ue plantei e fiz crescerOnde estão as paredes ue pintei de branco

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Luis Manuel Gaspar regressa se à edição autónoma de cada um dos livros de poemas da autora de acordo com critérios definidos em Nota finalAssim a Obra Poética de Sophia e. “Em ti eu celebrei a minha união com a terra” 12“Patas dos corcéis da tempestadeTão concisas tão duras e tão finasPuro rigor de espigas — aruitraveMedida amor e fúria se combinam” 17“Desde a orla do mar Onde tudo começou intacto no primeiro dia de mim Desde a orla do mar Onde vi na areia as pegadas triangulares das gaivotas Enuanto o céu cego de luz bebia o ângulo do seu voo Onde amei com êxtase a cor o peso e a forma necessária das conchas Onde vi desabar ininterruptamente a aruitectura das ondas E nadei de olhos abertos na transparência das águas Para reconhecer a anémona a rocha o búzio a medusa Para fundar no sal e na pedra o eixo recto Da construção possível” 20“ Murmurei o teu nomeO teu ambíguo nomeInvouei a tua sombra transparente e soleneComo esguia mastreação de veleiroE acreditei firmemente ue tu vias a manhãPorue a tua alma foi visual até aos ossosImpessoal até aos ossosSegundo a lei de máscara do teu nomeOdysseus PersonaHá na manhã de Hydra uma claridade ue é tuaHá nas coisas de Hydra uma concisão visual ue é tuaHá nas coisas de Hydra a nitidez ue penetra auiloue é olhado por um deusAuilo ue o olhar de um deus tornouimpetuosamente presente Na manhã de HydraNo café da praça em frente ao cais vi sobre as mesasUma disponibilidade transparente e nuaue te pertenceO teu destino deveria ter passado neste portoOnde tudo se torna impessoal e livreOnde tudo é divino como convém ao real” 54 56“Aos deuses supúnhamos uma existência cintilanteConsubstancial ao mar à nuvem ao arvoredo à luzNeles o longo friso branco das espumas o tremular da vagaA verdura sussurrada e secreta do bosue o oiro erecto do trigoO meandro do rio o fogo solene da montanhaE a grande abóbada do ar sonoro e leve e livreEmergiam em consciência ue se vêSem ue se perdesse o um boda e festa do primeiro dia Esta existência desejávamos para nós próprios homensPor isso repetíamos os gestos rituais ue restabelecemO estar ser inteiro inicial das coisas Isto nos tornou atentos a todas as formas ue a luz do sol conheceE também à treva interior por ue somos habitadosE dentro da ual navega indicível o brilho” 65“Fernando Pessoa dizia «Aconteceu me um poema» A minha maneira de escrever fundamental é muito próxima deste «acontecer» O poema aparece feito emerge dado ou como se fosse dado Como um ditado ue escuto e notoÉ possível ue esta maneira esteja em parte ligada ao facto de na minha infância muito antes de eu saber ler me terem ensinado a decorar poemas Encontrei a poesia antes de saber ue havia literatura Pensava ue os poemas não eram escritos por ninguém ue existiam em si mesmos por si mesmos ue eram como ue um elemento do natural ue estavam suspensos imanentes E ue bastaria estar muito uieta calada e atenta para os ouvirDesse encontro inicial ficou em mim a noção de ue fazer versos é estar atento e de ue o poeta é um escutador  É me difícil talvez impossível distinguir se o poema é feito por mim em zonas sonâmbulas de mim ou se é feito em mim por auilo ue em mim se inscreve Mas sei ue o nascer do poema só é possível a partir dauela forma de ser estar e viver ue me torna sensível — como a película de um filme — ao ser e ao aparecer das coisas E a partir de uma obstinada paixão por esse ser e esse aparecer” 76 77

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Dual Author Sophia de Mello Breyner AndresM três volumes ue a Editorial Caminho publicou entre 1990 e 2003 deixa de existir cremos ue com vantagem para os leitores em nome de uma mais adeuada difusão da obra da autora. Em nome da tua ausênciaConstruí com loucura uma grande casa brancaE ao longo das paredes te chorei